Fiquei me achando a maior ranzinza com o último post, e mesmo que ninguém leia me preocupo, porque em geral sou uma pessoa encantada com a vida, com os desafios que ela proporciona, e mesmo nos momentos de difíceis batalhas uma confiança pacífica toma conta de mim.
Confiança que vem do Alto, de Deus mesmo, de se sentir acolhida e protegida por Ele.
E agora tu veja, sentei aqui para escrever sobre sexo, porque na última roda de chimarrão na praça, meus amigos comentaram "a Fernanda escreve muito bem, mas ela só escreve de sexo".Risos.
Devem estar se referindo aos textos antigos, mas aí resolvi que ia postar sobre isto, sexo, porque escrevo com imensa liberdade e prazer sobre o tema e acabei nestas pequenas linhas.
Quero dizer que desejo paz aos corações, confiança, serenidade,coragem, liberdade de ser, agir, pensar....Um beijo
este é um blog totalmente singular, egoísta, exclusivista. Nao espero aprovaçao, fas, aplausos. Escrevo porque considero isto o que faço de melhor. Bem, uma das coisas.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
A crise nos salvará
“Para se fazer um bom café, é preciso estressar a planta, ela precisa viver uma crise que a faça acreditar que vá morrer e assim gerar boas sementes”. A natureza usa a crise como elemento transformador de qualidade. Os frutos saem melhores o quão mais forte for a percepção da crise.Isso nos exercita, nos dá musculatura para encarar melhor os desafios e talvez ser mais criativos, mais eficientes, mais ousados.
A origem mais profunda dessa crise é remota e se baseia em um processo de aceleração de consumo que o mundo passou a viver em algum momento dos anos 70. Passamos a consumir como sociedade em uma velocidade que não mais se apresentou como sustentável. Essa aceleração tem um poder entorpecente, pois cria um estado de ansiedade que não permite que nada se defina como detalhe, pois o movimento estabelece um ritmo que ofusca a percepção e torna a razão secundária. Nos últimos anos o que mais se falou sobre como o tempo passava rápido, mas o que essa afirmação traduzia era que vivíamos um processo de aceleração onde não mais conseguíamos entender o estado de nossa inércia.
O problema é que o futuro chegou e descobrimos que ele não estava mais lá, já o havíamos comido no passado. Aí vem a desaceleração, a perda da velocidade da velocidade. Desaceleração não é uma coisa essencialmente ruim. Em muitos aspectos ela nos dá a oportunidade de rever valores, refletir sobre os rumos e redirecionar destinos. As crises podem ser decantadoras, elas nos fazem agir e não mais procrastinar. Ela torna a mudança um imperativo, ela desconforta as pessoas e permite que a incerteza seja enfrentada com coragem.
O consumo desenfreado de recursos naturais abriu um precedente de descompasso entre homem e meio ambiente; a crise é uma impressionante oportunidade de consenso nesse campo. Ficou claro para todos que não existe solução isolada para nenhum país ou sociedade; o precedente de uma busca de solução coletiva para a crise é base que precisávamos para buscar pactos para os problemas que temos criado. O mundo precisa abandonar a mentalidade de clube pensar como comunidade. A crise incita a isso.
A crise abre uma oportunidade de pacificar, de esticar a mão e estabelecer pontes de compreensão e entendimento onde antes não ousaríamos adentrar. A crise tem o poder de fertilizar as sombras da sociedade ao deixar expor suas vulnerabilidades. Crise é transformação.
*este texto ciculará no Caderno ZH, 26 de junho, num especial que fiz sobre "empreendedorismo", peguei um gancho no Especial que a Revista Trip fez mes passado sobre a crise. O Título original é A crise poderá nos salvar. Mas ai já obtive resposta
A origem mais profunda dessa crise é remota e se baseia em um processo de aceleração de consumo que o mundo passou a viver em algum momento dos anos 70. Passamos a consumir como sociedade em uma velocidade que não mais se apresentou como sustentável. Essa aceleração tem um poder entorpecente, pois cria um estado de ansiedade que não permite que nada se defina como detalhe, pois o movimento estabelece um ritmo que ofusca a percepção e torna a razão secundária. Nos últimos anos o que mais se falou sobre como o tempo passava rápido, mas o que essa afirmação traduzia era que vivíamos um processo de aceleração onde não mais conseguíamos entender o estado de nossa inércia.
O problema é que o futuro chegou e descobrimos que ele não estava mais lá, já o havíamos comido no passado. Aí vem a desaceleração, a perda da velocidade da velocidade. Desaceleração não é uma coisa essencialmente ruim. Em muitos aspectos ela nos dá a oportunidade de rever valores, refletir sobre os rumos e redirecionar destinos. As crises podem ser decantadoras, elas nos fazem agir e não mais procrastinar. Ela torna a mudança um imperativo, ela desconforta as pessoas e permite que a incerteza seja enfrentada com coragem.
O consumo desenfreado de recursos naturais abriu um precedente de descompasso entre homem e meio ambiente; a crise é uma impressionante oportunidade de consenso nesse campo. Ficou claro para todos que não existe solução isolada para nenhum país ou sociedade; o precedente de uma busca de solução coletiva para a crise é base que precisávamos para buscar pactos para os problemas que temos criado. O mundo precisa abandonar a mentalidade de clube pensar como comunidade. A crise incita a isso.
A crise abre uma oportunidade de pacificar, de esticar a mão e estabelecer pontes de compreensão e entendimento onde antes não ousaríamos adentrar. A crise tem o poder de fertilizar as sombras da sociedade ao deixar expor suas vulnerabilidades. Crise é transformação.
*este texto ciculará no Caderno ZH, 26 de junho, num especial que fiz sobre "empreendedorismo", peguei um gancho no Especial que a Revista Trip fez mes passado sobre a crise. O Título original é A crise poderá nos salvar. Mas ai já obtive resposta
sábado, 13 de dezembro de 2008
Ele não desistiu de voar
Não vou colocar título aqui, porque não sei nem sobre o que vou escrever. Todos os dias uma vontade louca de escrever me invade, toma conta de mim e não consigo escrever, e me assombram pensamentos de que não sei mais escrever, de que nunca soube.
Aí lembro da minha professora da primeira série do ensino fundamental encantada com meus textos. Aí tento me convencer de que sou boa nisso. De que não sei apenas fazer textos técnicos, textos para ganhar dinheiro.
De que sempre acreditei nisso, mas de repente tudo em que sempre acreditei me faz sentir estranha, me faz sentir em outro plano , me faz desejar ser outra pessoa, e sempre gostei tanto de ser eu.
Gostei sempre do desafio, porque uma vez a Valentina me fez refletir sobre um sentimento latente dentro de mim, ela disse assim para uma amiga minha, que hoje nem é mais amiga. "Tu pensa que é fácil ser filha da Fernanda? Não é Não!" Ela devia ter uns 6,7 anos quando disse isso a tal amiga e foi um choque para mim. Isso me fez avaliar e chegar a duas constatações que eu já tinha chego "não sou uma boa mãe!" e "não é fácil ser eu, não é fácil fazer sua vida baseada única e exclusivamente nos desejos do seu coração".
Sou muito egoísta para ser mãe, mas não sou egoísta no sentido de ser "apegada", pelo contrário, a cada dia estou mais desapegada das coisas, sei perder com tranquilidade, sei deixar para trás aquilo que me faz mal, ou aquilo que me faz bem, porque nem sempre minhas escolhas são baseadas "no que me faz bem", no que é politicamente correto. Sei abandonar. Sei sangrar.
E é justamente nesse sentido que não estou me reconhecendo. Dizem que o dever maior dos pais é ensinar a "criar raízes e voar" , mas me ensinaram apenas a criar raízes e tive que aprender o difícil ofício de voar sozinha.
Isso me lembra um outro epísódio. Um passarinho, filhote de Quero-Quero caiu de uma das árvores do pomar aqui de casa num desses temporais e ele estava aprendendo a voar. Com a queda ele ficou perdido, e ao mesmo tempo em que tentávamos recolocar ele e o ninho na árvore, ele se atirava de novo, numa sequência terrível que durou horas e dias. Mudamos o ninho de árvore, os pais dele andavam cercando a gente e só observavam. Numa das noites, o passarinho dormiu aqui dentro de casa, dentro de uma caixa de papelão semi-aberta e meus pais emprestaram o quarto deles para que os pais dele pudessem visitá-lo, pela janela, com tranquilidade e não abandonar o filhote.
Coisa de gente especial.
No dia seguinte, colocamos ele novamente na árvore. Mas, quando fomos vê-lo a tarde, ele havia morrido. Não sei se os pais o mataram, nunca ficamos sabendo o que aconteceu.
Mas, o que ficou na minha recordação é que em nenhum momento ele desistiu de aprender a voar, mesmo machucado, mesmo carente de seus pais, mesmo fora do lugar de onde deveria estar, ele continuava na tentativa de alcançar um vôo mais alto.
E eu sou assim, o tempo todo.
Não deve ser muito fácil ser minha filha, nem minha mãe, nem meu namorado, nem meu amigo.
A Valentina tem razão, como sempre.
Peço somente a sabedoria de saber a direção e a força de saber levantar toda vez em que cair da árvore.
Aí lembro da minha professora da primeira série do ensino fundamental encantada com meus textos. Aí tento me convencer de que sou boa nisso. De que não sei apenas fazer textos técnicos, textos para ganhar dinheiro.
De que sempre acreditei nisso, mas de repente tudo em que sempre acreditei me faz sentir estranha, me faz sentir em outro plano , me faz desejar ser outra pessoa, e sempre gostei tanto de ser eu.
Gostei sempre do desafio, porque uma vez a Valentina me fez refletir sobre um sentimento latente dentro de mim, ela disse assim para uma amiga minha, que hoje nem é mais amiga. "Tu pensa que é fácil ser filha da Fernanda? Não é Não!" Ela devia ter uns 6,7 anos quando disse isso a tal amiga e foi um choque para mim. Isso me fez avaliar e chegar a duas constatações que eu já tinha chego "não sou uma boa mãe!" e "não é fácil ser eu, não é fácil fazer sua vida baseada única e exclusivamente nos desejos do seu coração".
Sou muito egoísta para ser mãe, mas não sou egoísta no sentido de ser "apegada", pelo contrário, a cada dia estou mais desapegada das coisas, sei perder com tranquilidade, sei deixar para trás aquilo que me faz mal, ou aquilo que me faz bem, porque nem sempre minhas escolhas são baseadas "no que me faz bem", no que é politicamente correto. Sei abandonar. Sei sangrar.
E é justamente nesse sentido que não estou me reconhecendo. Dizem que o dever maior dos pais é ensinar a "criar raízes e voar" , mas me ensinaram apenas a criar raízes e tive que aprender o difícil ofício de voar sozinha.
Isso me lembra um outro epísódio. Um passarinho, filhote de Quero-Quero caiu de uma das árvores do pomar aqui de casa num desses temporais e ele estava aprendendo a voar. Com a queda ele ficou perdido, e ao mesmo tempo em que tentávamos recolocar ele e o ninho na árvore, ele se atirava de novo, numa sequência terrível que durou horas e dias. Mudamos o ninho de árvore, os pais dele andavam cercando a gente e só observavam. Numa das noites, o passarinho dormiu aqui dentro de casa, dentro de uma caixa de papelão semi-aberta e meus pais emprestaram o quarto deles para que os pais dele pudessem visitá-lo, pela janela, com tranquilidade e não abandonar o filhote.
Coisa de gente especial.
No dia seguinte, colocamos ele novamente na árvore. Mas, quando fomos vê-lo a tarde, ele havia morrido. Não sei se os pais o mataram, nunca ficamos sabendo o que aconteceu.
Mas, o que ficou na minha recordação é que em nenhum momento ele desistiu de aprender a voar, mesmo machucado, mesmo carente de seus pais, mesmo fora do lugar de onde deveria estar, ele continuava na tentativa de alcançar um vôo mais alto.
E eu sou assim, o tempo todo.
Não deve ser muito fácil ser minha filha, nem minha mãe, nem meu namorado, nem meu amigo.
A Valentina tem razão, como sempre.
Peço somente a sabedoria de saber a direção e a força de saber levantar toda vez em que cair da árvore.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Frio
Tá frio hoje e não é apenas o vento que sopra lá fora.
Tá frio aqui dentro.
Eu quero tantas coisas, não se mais o que eu quero. Canso de ser desconexa, canso do salto alto, canso das maquiagens, canso, canso, canso.
Olho as minhas unhas destruídas, as olheiras enormes, o chinelo nos pés que não combinam com o casaco de repórter. Mas é assim que quero ficar. Hoje não estou com vontade nenhuma de alimentar minha vaidade.
Quero uma rede sossegada, quero voltar pra casa, quero ficar, quero Floripa pra sentir o cheiro do mar e recordar, quero vistar Porto Alegre e ver meus amigos que ficaram por lá. Mas a vida não é apenas recordar, ela é pra se viver, sentir. Sinto tudo tão intensamente hoje.
Os caminhos mais difíceis são os caminhos do coração que decidi trilhar, porque jamais sei onde eles vão me levar.
Estou me sentindo desprotegida, nada me dá medo, nem o desconhecido lugar onde estou. A falta de carinho, de afeto, está me fazendo mal. Preciso de colo, preciso de estabilidade, preciso sentir meu coração pulsando, porque hoje estou sentindo um pouco de morte dentro da minha alma.
Estou me sentindo abandonada e odeio tudo que escrevo.
Era melhor escrever sobre minhas putarias. Mas hoje isso não me faz bem. Não sei mais o que me faz bem. Quero andar descalça na grama. Não sei se é o cansaço que me deixa triste ou minha tristeza que me deixa cansada.
Isso tudo, este texto maluco, esse banzo total, esse sangue que não vem, minha rotina alterada.
Eu sou a pessoa mais intensa que conheço, mas não me reconheço mais.
Cadê os meus amigos, cadê os meus amores?
Eu preciso de um abraço, de uma flor, de um cheiro no cangote da minha menina, minha Valentina, chimarrão na praça com Anderson e a Cássia, conversar e morrer de ciúmes e vontade de agarrar o Rafa, de dizer que para eles todos que quero ir embora de novo e enlouquecer minha mãe.
Estágio total de carência, de perda das referências, nenhum amigo não, e por mais louca que tenha sido a minha vida nos últimos 2 anos, nunca me senti tão abandonada...
Tá frio aqui dentro.
Eu quero tantas coisas, não se mais o que eu quero. Canso de ser desconexa, canso do salto alto, canso das maquiagens, canso, canso, canso.
Olho as minhas unhas destruídas, as olheiras enormes, o chinelo nos pés que não combinam com o casaco de repórter. Mas é assim que quero ficar. Hoje não estou com vontade nenhuma de alimentar minha vaidade.
Quero uma rede sossegada, quero voltar pra casa, quero ficar, quero Floripa pra sentir o cheiro do mar e recordar, quero vistar Porto Alegre e ver meus amigos que ficaram por lá. Mas a vida não é apenas recordar, ela é pra se viver, sentir. Sinto tudo tão intensamente hoje.
Os caminhos mais difíceis são os caminhos do coração que decidi trilhar, porque jamais sei onde eles vão me levar.
Estou me sentindo desprotegida, nada me dá medo, nem o desconhecido lugar onde estou. A falta de carinho, de afeto, está me fazendo mal. Preciso de colo, preciso de estabilidade, preciso sentir meu coração pulsando, porque hoje estou sentindo um pouco de morte dentro da minha alma.
Estou me sentindo abandonada e odeio tudo que escrevo.
Era melhor escrever sobre minhas putarias. Mas hoje isso não me faz bem. Não sei mais o que me faz bem. Quero andar descalça na grama. Não sei se é o cansaço que me deixa triste ou minha tristeza que me deixa cansada.
Isso tudo, este texto maluco, esse banzo total, esse sangue que não vem, minha rotina alterada.
Eu sou a pessoa mais intensa que conheço, mas não me reconheço mais.
Cadê os meus amigos, cadê os meus amores?
Eu preciso de um abraço, de uma flor, de um cheiro no cangote da minha menina, minha Valentina, chimarrão na praça com Anderson e a Cássia, conversar e morrer de ciúmes e vontade de agarrar o Rafa, de dizer que para eles todos que quero ir embora de novo e enlouquecer minha mãe.
Estágio total de carência, de perda das referências, nenhum amigo não, e por mais louca que tenha sido a minha vida nos últimos 2 anos, nunca me senti tão abandonada...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Bolhas de sabão e purpurina
Nessa minha inconstância, eu gosto mesmo é de viver. De sentir o vento, fechar os olhos com os raios de Sol. Não importa se o vento mude a direção, eu quero estar em meio ao vendaval. Não importa se às vezes meu coração fique miudinho ou se às vezes não caiba em meu peito, eu quero viver. Sentir o chão com os pés, respirar as arvores. Quero sentir os sorrisos, os olhares, enxergar a alma. Eu quero poder chorar num dia e sorrir no outro. No outro pular, olhar o céu. Quero sentir os abraços, ouvir desabafos, correr. Eu quero sofrer, quero chorar de rir, gargalhar. Quero sentir a música, escutar histórias, desvendar segredos. Poder sentir o cheiro, o sussurro, tocar o céu, contar com as estrelas, dar boa noite à lua. Eu quero viver, cair, sentir a garoa. Quero correr riscos, brigar, gritar, enfrentar o mundo. Eu quero mudar de tom...
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Muita correria.Muito trabalho e ainda nem começou e o "pega pra capá"
Bem, experiência nova, a cidade é meio sem graça, mas meus colegas de traballho são ótimos, uma carioca, dois manézinhos, outro carioca e uma daqui mesmo.
Bah..muito mulher e muita confusão, mas no fim da tudo certo
Saudades da Valentina e saudades de você também!
Bem, experiência nova, a cidade é meio sem graça, mas meus colegas de traballho são ótimos, uma carioca, dois manézinhos, outro carioca e uma daqui mesmo.
Bah..muito mulher e muita confusão, mas no fim da tudo certo
Saudades da Valentina e saudades de você também!
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